Zoomp


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O ano era o de 1979. O endereço, o Sandália de Prata, tradicional casa de samba de São Paulo. Na platéia, 900 pessoas ansiosas por assistir ao primeiro grande desfile de moda fora das tradicionais passarelas. A Zoomp inaugurava naquela noite um novo conceito de grife no Brasil e fazia do raio amarelo - sua marca registrada - um dos símbolos de status mais cobiçados do país.

A história da empresa, nascida em São Paulo nos anos 70 com o objetivo de transformar o jeans em artigo de moda para jovens antenados, se mistura com a explosão da indústria de confecção no Brasil. Acostumado a usar roupas de qualidade e a observar as preferências de consumo da juventude nas vitrines da Rua Augusta - então principal corredor fashion da cidade -, Renato Kherlakian sabia que o segredo estava em apoiar o crescimento da Zoomp no tripé modelagem, qualidade e marca. Uma tarefa ambiciosa, porém não impossível para quem aprendeu com o pai, um comerciante de casimiras, o refinamento do corte e da costura e tinha o tino comercial correndo nas veias. 'Os Kherlakian, de origem armênia, sempre foram mestres na arte da compra e venda', recorda o empresário.

As primeiras calças jeans da Zoomp, cujo corte vestia as brasileiras como uma luva, foram distribuídas em butiques, endereço do público classe A. 'Eu nasci observando o requinte e o detalhe, receita que transferi para a Zoomp', confessa Kherlakian. A mensagem foi captada pela seleta clientela, que, elegendo seu jeans como roupa oficial, transformou o próprio corpo na melhor mídia da grife, segundo o empresário. Mas a escolha do público não foi suficiente para convencer os donos do Shopping Iguatemi, em São Paulo, a admitir a abertura, em 1981, da primeira loja exclusiva da marca. A Zoomp foi barrada e encontrou espaço no recém-inaugurado Shopping Eldorado, também na capital. A confecção implantou um novo conceito de loja ao alinhavar a mesma linguagem para a música ambiente, a cenografia das vitrines e a equipe de vendas, composta por jovens e formadores de opinião. O projeto arquitetônico era assinado por Sig Bergamin e as cenografias feitas por Cristina de Sá, uma novidade para um mercado que acordava para a necessidade de se imprimir ao ponto-de-venda a personalidade da marca.



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